Desta vez, em época diferente, já previsto enfrentar o inverno em terras germânicas, viajo novamente para a Alemanha. Partida dia 08/12/25 e chegada dia 09 em Munique, com parada em São Paulo. Recepção com muito chocolate e calendário de Natal. Na chegada já participei da festa da escolinha da sobrinha Laura. Dia 10, passarinhada e visita a quatro waldfriedhof (cemitérios florestados): Friedhof am Perlacher Forst, Friedhof München (Neuer Südfriedhof), Ostfriedhof e Nordfriedhof.
No dia 11, combinamos uma passarinhada em volta do lago Chiemsee, a convite do Marciano Ritter, natural de Itapiranga/SC, que atua como veterinário na Alemanha a sete anos. Muito agradecido pelo convite, baita parceiro e receptivo. O mesmo me apresentou três espécies novas que ainda não havia registrado na Europa. Na volta uma parada rápida em Rosenheim. À noite, eu e meu cunhado Hauke, passamos por três mercados de Natal, eventos típicos para a época do ano, fechando com uma cervejada em um bar local. No dia seguinte, passeio e pelas florestas do Palácio de Nymphemburg, Westapark e Forstenrieder Park.
Dia 13, inicialmente prevista uma ida a Alpach (Áustria), mas com o pessoal por aqui meio gripado, tudo cancelado. Eu e a irmã Caroline então partiríamos para Nuremberger, mas devido a super lotação do trem, resolvemos ir para Landshut. Uma bela cidade, onde visitamos o castelo Burg Trausnitz e visitamos o mercado de Natal local. Domingo, passeio pelo Waldfiedhof, caminhada de 10 km pelo maravilhoso cemitério florestal, onde reina a arte cemiterial. Depois conheci o Alter Südfriedhof, um cemitério menor, menos cuidado, mas muito belo em esculturas. A tarde, com a Carla, assisti ao desfile de Krampuslauf .
No dia 15, eu e a irmã Caroline fomos até Tegernsee, cidade ao lado de um lindo lago, cercada de montanhas com neve nos seus cumes. A noite, eu o o Hauke, fomos a mais um mercado de natal, o ToolWood, talvez o maior de Munique. Não me aguentei e acabei comprando um LP do PinK Floyd, o Dark Side of the Moon (lembrando que o The Wall é melhor que ele). No dia seguinte, pego o vôo para Roma, para então seguir até a magnífica cidade de Assis. Cidade que já havia visitado em 2017, mas prometi a mim mesmo voltar.
Amanhecendo, em Assis, dia 17, caminho rumo ao Eremo delle Carceri. Um santuário situado no Monte Subásio, a uma altitude de quase 800 metros, onde Francisco costumava orar. 8 km de caminhada com um desnível de 400 metros, sob algumas pancadas de chuva, mas valeu a pena. Nesse dia ainda visitei as tumbas de São Francisco, Santa Clara e de Carlo Acutis. Passear por Assis é maravilhoso. A cada esquina ou escadaria, a vista impressiona. Um vilarejo medieval que merece ser visitado, pois está carregado de história em cada pedra daquele lugar. No outro dia em Assis, vou até Santa Maria degli Angeli com objetivo de comprar as passagens de trem para a volta. 6 km caminhados a toa, a bilheteria só abriria as 13:00. Então, subo até Rocca Maggiore, um antigo castelo, hoje em ruínas, usado para defesa da cidade. De cima, a vista é linda, apesar do dia ainda meio nebuloso. A tarde, o sol resolveu dar as caras e circulei pela cidade. Mesmo passando por locais já frequentados antes, sempre é especial andar pela cidadela rochosa. Dia 19, retorno cedo a Munique.
Dia 21, eu e as duas irmãs, mais as duas sobrinhas, fomos ao Jardim Botânico ver uma exposição de borboletas (vivas). No dia seguinte, pela manhã, uma rápida pedalada em Perlacher Forst. Manhã muito fria, termômetros marcando 0°C, mas a sensação de -2C°. A tarde passei no Alter Nordfriedhof e a noite, feijoada na casa da Carla. No dia seguinte, eu a Caroline fomos no Westfriedhof e depois uma andada pelo centro, passando por uma loja de discos e comendo lanches típicos alemães.
No dia 23 fui até a cidade de Bad Tölz. Pela janela do trem via aqueles campos brancos de gelo, assim como muitas árvores completamente esbranquiçadas. Fato este, que me levou até a cidade de Holzkirchen, no dia 24. E nessa cidade, véspera de Natal, presenciei minha primeira queda de neve. Voltando a Munique, a neve já caía por lá também. A tardinha, fizemos nossa celebração de Natal em família (irmãs, cunhados, sogro da irmã, sobrinhos da irmã, cunhada da irmã e sobrinhas kkkk). Dia 25, passeio com Carla, sobrinhas e sogro da Carla pelo Englischer Garten (Jardim Inglês).
Dia 26 foi dia de visitar a família da conterrânea Lilian e a noite, eu e o Hauke, fomos patinar no gelo. Um bom tempo de treino até conseguir andar um pouco, duas quedas, mas deu pra dar uma brincada. Dia seguinte, eu e a Carla fomos até a cidade de Poing, passear pelo Wildpark. Uma espécie de zoológico, mas com muitos animais “mais soltos”, não tão enjaulados.
Dia 28, eu e as irmãs fomos até o Blomberg (Bad Tolz) andar de trenó. Uma experiência bem agradável. Dia 29, embarco sozinho para Nuremberg, uma cidade bem bacana, antiga, com igrejas majestosas e prédios maravilhosos. No penúltimo dia, antes de voltar, um dia em casa com as irmãs e sobrinhas. Dia de jogar conversa fora, brincar com as sobrinhas... Ainda a noite, eu e o Hauke fomos na TAP House, uma ótima cervejaria, que já havíamos frequentado.
Enfim chegou o dia de voltar. 100 km pedalados, 10 espécies novas de aves registradas e a conclusão de que não vale a pena passear no período de inverno na Alemanha. Claro, quis passar por essa experiência, ver neve, sentir o clima e que, obviamente, tem seus aspectos interessantes e legais. Mas são poucas horas de luz, ou melhor, claridade, raros os dias que o sol deu as caras (amanhecia as 08:00 e entre 16:30 e 17:00 já escurecia. A virada do ano (meia-noite do dia 31) passo no avião de Guarulhos a Porto Alegre, uma nova experiência de virada de ano também, kkkk.



















